O campeonato caminha para sua 28º rodada, e com a incrível média de 44.4% de aproveitamento o time celeste viaja a capital gaúcha tentando impedir o sétimo jogo sem vitória. E o nosso treinador por incrível que pareça se quer balança. É bem verdade que em rodadas atrás a corda ficou no pescoço, os pedidos por sua saída foram ensurdecedores, a própria diretoria chegou a assumir que podia demitir em caso de mais jogos sem derrotas. Pontos perdidos que vieram e o treinador se manteve no cargo, mais forte ainda.
Ao que parece tudo não tratou de uma "marolinha", e o respaldo do sr. Celso Roth ainda é grande. Alexandre Mattos e Gilvan Pinho Tavares bancam o treinador abertamente. Por quê? Há quem diga que ainda estamos vivendo reflexos do ano passado, que o medo da série b ainda paira na Toca e que querendo ou não o time não está no Z4 como no fatídico ano de 2011. Méritos então para o Celso Roth que está atingindo o grande objetivo do ano, não cair. Correto? Para nossa diretoria sim, afinal empates são bem quistos e derrotas para times "grandes" esperadas (Palavras do Presidente). Aí o torcedor grita: Pera aí tem algo errado! E eu concordo. Seria comum ouvir do próprio presidente que empates não são deméritos, que derrotas para grandes equipes são normais, se, somente se fossemos uma dessas equipes medíocres que não comemoram nada desde 1971, essas medianas para baixo que fingem grandeza e nem são conhecidas fora do país ou se quer do estado.Percebe-se que de um tempo para cá um sentimento de inferioridade tomou a diretoria, o comando técnico, os jogadores e quiças a própria torcida. Afinal quando ouviriamos um treinador dizer que "desistiu de G4", ou que torcedores não podem falar sobre erros de um goleiro sobe risco de não serem torcedores, ou então um presidente chegar a público admitindo que esperava empates e derrotas e que estes não são deméritos? Não estamos falando do modesto Avaí não! Estamos falando do Cruzeiro Esporte Clube! Empatar em casa não é normal, perder para equipes grande como nós tambem não! Ir para o sexto jogo sem vitórias muito menos!
Ficar dizendo que a culpa e do arbitro, do gramado, das lesões, do calendário, da imprensa, da torcida, do goleiro, do camisa 10, da qualidade do elenco, não vão nos colocar no caminho da vitória. Precisamos de atos! A começar pelo fim dessa síndrome de "quase rebaixado" que tornou a visão de todos na Toca turva, desfocada, como se da noite para o dia o Cruzeiro Esporte Clube fosse uma dessas equipezinhas medíocres que ascenderam agora na série A e querem apenas evitar o famoso "bate-volta". Chega de desculpas, de conformismo, da mentalidade "foi o que deu para fazer", da conversa de que estamos evoluindo eternamente, chega de declarações covardes que comparam o time atual com 2011. É obvio que qualquer time do Cruzeiro tem a obrigação de ser melhor que do segundo semestre do ano passado, mas esse time nunca deve ser parâmetro comparativo. Por que o presidente não toma vergonha na cara e compara esse time com 1966, 1976 de 2003? Transição é assim mesmo? Tudo bem, então que ao menos o clube comece a pensar grande e deixe de ficar se defendendo na medíocridade. Alguém tem dúvidas que se nosso time obtivesse a partir de agora uma média de 80% de aproveitamento em 30 pontos, dava para tentar sonhar com algo mais?
Volta Cruzeiro! Volta a ser respeitado! Volta a pensar grande! Deixe esse sentimentozinho de inferioridade para outras equipes que não possuem a sua galeria de copas, ídolos, conquistas, história e jogos. Queremos nosso time desfilando em campo de novo, encantando em grandes competições, e não se gabando por não ter caido.

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