2/15/2013

O dia que Sorin me fez chorar



Seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas.


Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável.

Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes...

Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar!

É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele no campo foi gratificante, incorporou o espírito de final – final da carreira, talvez – e não de amistoso. Correu atrás da bola, sorriu pra torcida, mostrou-se disposto a jogar de verdade, uma fome enorme de gol e mais de 55 mil corações aflitos esperando pelo gol do maior ídolo da nossa história recente. Pra mim, que não vi Joãozinho bater falta que não era dele, nem Piazza pedir para aplicarem a “porra” da injeção pra que ele voltasse à campo Sorín é sim o maior ídolo.

Nunca sairá da minha cabeça a imagem do jogador voltando a campo com a cabeça enfaixada pra marcar o gol da vitória cruzeirense na final da Sul-minas. E agora esperávamos que o jogador repetisse a dose na sua segunda despedida: faz gol!

O Cruzeiro ganhava por 2 a 0 e nenhum gol do ídolo estrelado. Do outro lado do gramado esperava ansioso o goleiro do AJR com sua câmera fotográfica pra frangar um gol do também ídolo deles.

O gol do Sorín era tão esperado que o goleiro do lado de lá apontou pro Bernardo tocar pro Sorín fazer um gol, mas o nosso ex-futuro-ídolo não viu e ficou pedindo desculpas depois. Seria o gol forjado mais emocionante da minha vida... Todas as almas cruzeirenses que desceram do repouso pra assistir àquela partida, todos os 55.000 presentes no Mineirão, os infinitos telespectadores, ouvintes de rádio... toda a China Azul esperava pelo gol do Sorín, torcíamos POR ELE.

Foi uma noite que Belchior poderia cantar: o tango argentino me vai bem melhor que o blues.

*Texto originalmente postado em Gol de Letras. Revisado e readaptado.




abraços china azul
att: Philipe Freitas



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