12/05/2013

Em busca do outro Tri


Em meio às comemorações no campeonato brasileiro e com a vinda das primeiras especulações, o Cruzeiro já começa a programar um próximo ano vencedor


Com a temporada praticamente encerrada e o Cruzeiro entrando em campo já com suas merecidas férias, não restam mais grandes notícias sobre a raposa. 


Está aberta a temporada de especulações, aquele chato período em que o futebol nacional entra em recesso e as fofocas sobre saídas e chegadas animam ou apavoram torcedores em todo o país. 


Em nosso caso já começam a estourar "notícias" sobre a possível chegada de Marlone ao Cruzeiro (o que parece ser verdade) e outra série de especulações: Fred, Alex, Jucilei, Maxi Rodriguez dentre outros. Também começam as especulações envolvendo saídas, principalmente a de Everton Ribeiro (naturalmente cobiçado devido a brilhante temporada). 


Mas não é a intenção desse colunista colocar mais lenha na fogueira e dizer que tem uma fonte boa (do tororó ou arial black) e sim abordar algumas diretrizes de contratação para que 2014 continue em ritmo alucinante de grandes jogos e por consequência conquistas. 


Ano que vem será o ano que marcará o retorno da torcida azul a Taça Libertadores. Competição amada pela China Azul mas que difere e muito do Brasileiro em diversos aspectos. Diferente do Nacional que é longo, no qual a regularidade faz as equipes campeãs, a Libertadores é competição tiro curto em que os nervos são testados e uma noite ruim pode custar a eliminação. 


A partir daí existe a necessidade de rever o bom planejamento de 2013 para acrescentar um algo a mais que faltou, por exemplo, no Mineiro deste ano e na Copa do Brasil. 


Nossa equipe tem algumas carências facilmente observadas pelo torcedor, dentre elas a lateral-esquerda (onde Egídio tem demonstrado insegurança defensiva) e o ataque do time em especial a camisa 9 (Borges não foi regular ao longo do ano e Vinicius ainda demonstra certa inexperiência). Há quem diga também que falta ao time um jogador tipicamente armador (temos muitos velocistas), outros acusam a necessidade um zagueiro para disputar lugar com a dupla titular e tem gente pedindo até um bom primeiro volante.


No entanto, mais que qualquer posição no elenco carece o grupo de uma certa maturidade para saber jogar com o regulamento, cadenciar quando tiver a vantagem e definir os jogos no erro adversário. Algo visível no fatídico jogo no Maracanã que pôs fim a busca do penta em 2013. 

Nosso time tem um elenco forte, numeroso e em total harmonia. A tendência para o próximo ano é de entrosamento ainda maior e mais confiança. Estrelas agora devem ser muito bem estudadas antes de contratar para não colocar em risco o espírito de equipe adquirido, não precisamos de contratações a rodo, temos um grupo formado e por isso devemos ir ao mercado para trazer nomes pontuais que agreguem para o principal objetivo da temporada (Libertadores). Jogadores que conheçam a competição habituados as suas armadilhas e atalhos.


Jovens promessas também são bem-vindas, talentos com mercado e numa vitrine excelente que é o torneio sulamericano. Mas precisamos de algumas contratações robustas que não tenham medo de assumir a responsabilidade nos nervosos jogos que virão na Libertadores. Experientes que guiem nossos jovens a mais um título (semelhante ao papel desempenhado pelo Tinga este ano).


Enfim, 2013 foi um ano que marcou o retorno do Cruzeiro ao patamar de melhor equipe do país. Agora está na hora de escrever as próximas páginas heroicas e imortais, sem acomodações e com um novo planejamento campeão. Que a nossa diretoria busque nos erros de 2004 a inspiração para que 2014 seja o ano da consagração azul. 

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